sexta-feira, 28 de setembro de 2012

"Pense bem: você acha justo que um animal que poderia estar livre em seu habitat, passe por tudo isso para que você o veja por alguns minutos fazendo truques aprendidos pela repetição da dor?"
Texto: PROANIMA

Abaixo-assinado pelo fim do uso de animais em circos no Brasil Petition

http://www.petitiononline.com/circobr/petition.html




"Você é daqueles que vai a um circo e vê um elefante ou um leão fazer truques e pensa: “Puxa, como ele é esperto! Como será que aprendeu tudo isso?” E então você ri, se diverte, volta pra casa e depois de algum tempo esquece o que viu... Até o próximo circo chegar à cidade...
ENTÃO VOCÊ PRECISA SABER DE ALGUMAS COISAS...

Um animal selvagem é diferente de um animal doméstico... Podemos ensinar um cão a se sentar com algumas lições e uns biscoitos, porque os cães convivem há milhares de anos com seres humanos. Já para ensinar um elefante a se sentar ou ficar em pé nas patas traseiras, ou um leão a pular por uma roda de fogo, a história é diferente.

Até chegar ao momento do show, àquele em que você ri e se diverte, um animal selvagem, seja ele urso ou elefante, chimpanzé ou leão, girafa ou chimpanzé, sofreu muito...

Veja como vivem (e morrem) estes animais:

  • RETIRADOS DE SEUS HABITATS | A maioria dos animais usados em circos são animais silvestres de outros países (chamados de exóticos) . Eles, seus pais ou avós foram retirados das savanas e florestas, de onde nunca deveriam ter saído. Foram separados de suas famílias e grupos sociais, transportados de modo inadequado. Muitos companheiros de jornada não resistiram. O uso de animais em espetáculos alimenta o tráfico de animais silvestres no mundo. Só isso já seria uma razão de se combater o uso de animais em circos. Mas tem mais....
  • TREINADOS COM CRUELDADE | Para treinar elefantes, são usados bastões pontiagudos de ferro, com os quais os treinadores batem com muita força... (para ver como, veja o vídeo nos sites):
Ursos “dançantes” são tradicionalmente treinados com chapas quentes que queimam seus pés; felinos que saltam rodas de fogo -- algo que fere totalmente seu instinto de sobrevivência -- são subjugados a este comportamento anti-natural à base de chibatadas, fome e medo. São freqüentes os animais de circo terem seus dentes cerrados, garras arrancadas e tantas mais atrocidades para faze-los mais “manejáveis” no treinamento. Tudo até que o animal esteja pronto para divertir um humano... será que temos o direito?
  • PRIVADOS DE SEUS COMPORTAMENTOS NATURAIS | Manter animais silvestres em gaiolas e acorrentados, longe de seus habitats, de seus grupos familiares, viajando em recintos minúsculos, submetidos ao calor, ao estresse, ao barulho dos espetáculos, priva totalmente os animais das necessidades de suas espécies. Um elefante, por exemplo, é um animal que vive em grupos familiares por dezenas de anos, tem padrões complexos de comunicação, e anda cerca de 40 km por dia... que vida em circo chega sequer perto da vida natural destes animais?

    Você já deve ter visto elefantes que balançam a cabeça de um lado para o outro, não? Isso não é alegria! É comportamento que revela estresse profundo.

    Pense bem: você acha justo que um animal que poderia estar livre em seu habitat, passe por tudo isso para que você o veja por alguns minutos fazendo truques aprendidos pela repetição da dor?

    Como uma imagem vale mais que mil palavras, veja a alegria do leão Will ao sentir pela primeira vez a grama sob seus pés, depois de uma vida encarceirada:
  • PAGAM COM A VIDA QUANDO SÃO ENVOLVIDOS EM ACIDENTES | Depois, quando um animal não resiste a tanta pressão e ataca seu tratador, treinador ou alguém da platéia, ele é morto e todos dizem não entender porque isso aconteceu, pois o animal parecia tão manso...! Estes casos ocorrem todos os anos no Brasil e no mundo, mas os donos de circos com animais tentam abafar a cobertura e atenua-los como “fatalidades”. Mas ir ao circo seria muito mais seguros se estes não tivessem animais. Veja, só em 2005:
• Junho, Tigre ataca homem em Lavras do Sul., RS, Circo Brener.
• Agosto de 2005 - Circo Koslov, criança tem dedo arrancado por chimpanzé.
• Junho, Restinga Seca, RS, leão ataca criança e é morto.
  • VIVEM SEM ASSISTÊNCIA VETERINÁRIA, ALIMENTAÇÃO ADEQUADA | Quem tem um bicho de estimação em casa, bem cuidado, vê a despesa e o trabalho que dá. Já pensou cuidar de um elefante, de um chimpanzé? Quantas localidades no Brasil têm veterinários especializados em animais exóticos? Raríssimas!!! Desta forma, o circo sai rebocando de um canto para outros, sem assistência adequada estes animais. Se ficarem doentes, serão tratados no improviso. São inúmeros os casos de animais apreendidos de circos que morriam mortes lentas por falta de tratamento adequado.

    Nossos parceiros do Rancho dos Gnomos, um Santuário em São Paulo especializado em animais exóticos e silvestres, que o digam. Veja:
    http://www.ranchodosgnomos.org.br/


    Muitos animais são alimentados com cães e gatos idosos, contraindo assim doenças , como AIDS felina, como a Leoa Lindinha, apreendida e levada ao Zôo de Brasília, onde não poderá conviver com outros de sua espécie por causa da doença que porta.

  • ABANDONADOS QUANDO NÃO “SERVEM MAIS” | Só em 2005, 11 animais como leões foram abandonados nos lixões e galpões do Brasil afora:

    5 leões abandonados perto de Uberaba em maio; um casal de leões foi abandonado por circo que fechou em Palmeira, Paraná; em setembro, 2005, 4 leões, apreendidos pela PMA, foram largados pelo circo Real Brasil Novo Hamburgo, RS.

    Uma investigação na Europa pela entidade portuguesa ANIMAL mostrou que em apenas dois anos 51 animais desapareceram em apenas um circo (Atlas). Isto na Europa! Imagine aqui! Leia mais:
    www.animal.org.pt
  • CULTURA É PARA MUDAR!!!! | Há quem diga que animais em circo fazem parte da cultura do mundo. Mas já imaginaram se a cultura não se modificasse com o passar do tempo? Se a informação e o conhecimento não nos mostrassem que há um caminho melhor a ser seguido? A cultura humana é exatamente aquele aspecto fundamental da humanidade que se transforma na história. Se não, ainda teríamos shows com leões se alimentando de escravos como na Roma antiga, ou estaríamos defendendo o assassinato de bebês meninas na China, ou a mutilação dos órgãos genitais de moças na África. Ou o escravagismo no Brasil, ou o desmatamento, ou a falta do direito de voto para mulheres, que também foram práticas altamente “justificadas” e culturalmente estabelecidas em nosso país. Felizmente o mundo muda e a idéia de que é legal ter animais em circos também está mudando em vários países. No Brasil, 30 municípios e quatro estados já proíbem a apresentação de animais em circos.

Veja abaixo alguns circos que não usam animais. Eles não faliram, não se acabaram, não deixaram seus artistas desempregados...


Prestigie estes CIRCOS SEM ANIMAIS:
Circo Mágico de Moscow
Cia Clawnesca Cara Melada
Cia Pavanelli
Circo da Alegria
Circo Dança Teatro Intrépida Trup
Circo Girassol
Circo Mínimo
Circo Navegador
Circo Spacial
Circo Teatro Musical Furunfunfum
Circo Trapézio
Circo Vox
Circodélico
Cirque Ahbaui
Companhia Teatral e Circence Trupe Sapeka
Parlapatões, Patifes & Paspalhões
Sply
Up-Leon
Circo Popular do Brasil
Circo Gran Bartholo
Boicote esses circos, que ainda utilizam animais em seus espetáculos:
Le Cirque
Circo de Moscow
Circo Di Napoli
Circo Bartholo
Circo Beto Carreiro
Circo Bim Bobo
Circo De Roma
Circo da Romênia, do Mário Stankovich
Circo Garcia
Circo Stankowich
Circo Tradição
Circo Vostock
Washington Circus










segunda-feira, 19 de março de 2012

Depois de uma batalha judicial que durou 14 anos um grupo de 38 chimpanzés com idades de 20 a 30 anos, nascidos em laboratório e enjaulados desde bebês, viu a luz do sol pela primeira vez em 30 anos.
Depois de pisar na grama pela primeira vez, eles riram.


Vídeo mostra o instante em que foram libertados para viver em um local especialmente preparado para eles.


II Manifestação Nacional  / Internacional Anti Vivissecção e Experimentação Animal
Cadeia Para Quem Maltrata Animais e WEEAC - BR



1. CAPITAIS BRASILEIRAS (por ordem de adesão)




Rio de Janeiro - Wania McCartney, Norah
http://www.facebook.com/events/102584269865293/


São Paulo capital - Lilian Martins
http://www.facebook.com/events/178304675608724/


Brasília - Patricia El-Moor
http://www.facebook.com/events/297344816989265/


Curitiba - Amanda Simão, Hellen Heindyk, Marlene Chaves, Yanê Carvalho http://www.facebook.com/events/146075898843567/


Florianópolis - Daniel Ribeiro http://www.facebook.com/events/165051260271903/


Belo Horizonte - Janine Guido
http://www.facebook.com/events/177108889060638/


Salvador - Marcio Lupi
http://www.facebook.com/events/337546809599878/


Campo Grande - Renata Costa, Abrigo dos Bichos
http://www.facebook.com/events/170657549709553/


Recife - MDA-PE
http://www.facebook.com/events/143653892419855/


Manaus - Ingrid Benton
http://www.facebook.com/events/203180553113957/


Teresina - Daniella Marreiros e APIPA
 http://www.facebook.com/events/142247725894121/


Natal - Simone Lima
http://www.facebook.com/events/246530108756612/


Goiânia, GO - Patricia Magalhães
http://www.facebook.com/events/102444816548903/


Vitória, ES: Raphael Youth & Grupo Abolicionista pela Libertação Animal http://www.facebook.com/events/247774755303414/


Fortaleza, CR - Geuza Leitão, UIPA
http://www.facebook.com/events/236612179761057/


Porto Alegre, RS: Cathy Souto Gaia, Sea Sheperd
http://www.facebook.com/events/306511529404998/


Boa Vista, Roraima: Nanci Bahia Diniz
http://www.facebook.com/events/252303718179021/


Belém, Pará - Daniel Freire
http://www.facebook.com/events/340529102649797/




2. NÃO-CAPITAIS (por ordem de adesão)


Sorocaba - COMISSÃO DE JUSTIÇA E DIREITOS DOS ANIMAIS http://www.facebook.com/events/221449147944685/


Nova Friburgo - Alexandra Chevrand
http://www.facebook.com/events/315221098515228/


Niterói - Marcelo Pereira da Costa
http://www.facebook.com/events/171098952998982/


Maringá - Flavio Mantovani
http://www.facebook.com/events/342952659059225/


Tatuí, SP - José Franson
http://www.facebook.com/events/333998683290164/


Itapetininga, SP - Eliane Bazolli
http://www.facebook.com/events/142993549153143/


Caxias do Sul, RS - Silvana Santos
http://www.facebook.com/events/207817525981318/


Praia Grande, SP - Léa Moura
http://www.facebook.com/events/101591149967400/


Ribeirão Preto, SP - Viviane Alexandre, AVA
http://www.facebook.com/events/224135347675651/?context=create Poços de Caldas, MG - Sheila Patresi http://www.facebook.com/events/344008278954502/


Londrina, PR - Carolina Veríssimo
http://www.facebook.com/events/105272216269208/


Blumenau, SC - Sueli Amaral (Hachi ONG)
http://www.facebook.com/events/217764781652115/


Caxambu, MG - Liana Bahia
http://www.facebook.com/events/283109921756463/


Bauru, SP - Gabriela Righetti
http://www.facebook.com/events/329868397058290/


Foz do Iguaçu, PR - Bruna Borba, Leandro Benhur Martins & Bioma Brasil - UMRAS, ONG Vida Animal http://www.facebook.com/events/320926684619850/


Taubaté, SP - Cristina Lessa, Regina Flavio e Letícia Silva http://www.facebook.com/events/231905490232235/


Campinas, SP: João Manoel Aguilera Junior.
http://www.facebook.com/events/322514827799328/


Barbacena, MG: Kenia Sfreddo
http://www.facebook.com/events/241949099221976/


Formiga, MG : Carol Reis & Associação Protetora dos Animais de Formiga/MG - APAF http://www.facebook.com/events/372368846125797/


São José do Rio Preto, SP: Thais Cotês
http://www.facebook.com/events/274056619330813/


Campina Grande, PB _ Lorene Dias Ferreira, Rodrigo Freire Costa, Fórum Municipal de Proteção e Bem Estar Animal, e Fórum Estadual de Proteção e Defesa Animal do Estado da Paraíba. http://www.facebook.com/events/221971611232942/




Jussipe, Chapada Diamantina, Bahia - Will Assunção http://www.facebook.com/events/240385836055535/


Santa Maria, RS: Luciana Camillo
http://www.facebook.com/events/334277146614206/


Simões Filho, Bahia - Elma Santos
http://www.facebook.com/events/310092515704347/


Cosmópolis, SP: Andrezza Diego Serra
 http://www.facebook.com/events/282441918495238/


Itapeva, SP: Ana Maria, AAIPA
http://www.facebook.com/events/250047178416364/ 


Bebedouro, SP: Bruna Nemer, Ana Beatriz Américo
http://www.facebook.com/events/241709305923903/ 


Ponta Grossa, PR - Karina Medaglia
http://www.facebook.com/events/286389194764329/ 


Caraguatatuba, SP - Isabel Doria
http://www.facebook.com/events/270164899726046/


Siderópolis, SC - Xênia Abreu
http://www.facebook.com/events/234196866676182/  


Agudos, SP - Susana Cardoso Gonçalves
 http://www.facebook.com/events/244967995592658/ 


Uberlândia, MG - Lisandra Rocha
http://www.facebook.com/events/168874416564740/




- Cidades em outros países:


Portugal - Lisbon


Australia, Melbourne
https://www.facebook.com/events/301350646585371/ 


Australia, Perth
https://www.facebook.com/events/249496831797246/ 


United Kingdom, Birmingham
https://www.facebook.com/events/299592730097478/ 


Los Angeles, California - USA
https://www.facebook.com/events/322899594427044/ 


Argentina - Buenos Aires e outras cidades


Buenos Aires - 29/04 - Praça de Mayo - parte da Marcha Animal 




Norah André
CADEIA para QUEM MALTRATA os ANIMAIS - Weeac Brasil


Violência Contra Animais = Violência contra humanos

Estudos Relacionam Violência a Agressões Contra Animais
 
Assassinos em série mataram ou torturaram animais, quando crianças. Esta conclusão foi o resultado da análise da história de vida desses criminosos, realizada nos Estados Unidos pelo Federal Bureau of Investigation (FBI, a polícia federal norte-americana), na década de 1970. Pela primeira vez, a relação entre crueldade contra animais e crueldade contra pessoas foi reconhecida no país.

Hoje considerada como sinal de distúrbios psiquiátricos, a crueldade animal virou tema de livro para adolescentes. Publicado em julho de 2001, pela HSUS (sigla para Sociedade Humanitária dos Estados Unidos), uma das maiores organizações de proteção animal do mundo, Understanding Animal Cruelty (Entendendo a crueldade contra o animal) está disponível no website da entidade.
        
A publicação, dirigida também a professores, examina conceitos e causas associadas ao problema, leis sobre maus-tratos de animais e a relação entre esse tipo de crueldade e a violência doméstica. Há ainda questões que incentivam o pensamento crítico e sugestões de atividades a serem desenvolvidas pelo próprio leitor.

Um estudo nacional sobre o perfil dos casos de crueldade animal nos Estados Unidos, conduzido pela HSUS, em 2000, descobriu que 94% da crueldade animal intencional foi cometida por homens; 31% dos responsáveis tinham 18 anos ou menos.

"Agressores sexuais juvenis e suas experiências com pets",  um estudo desenvolvido pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Erlangen, na Alemanha, também demonstrou a conexão entre violência contra animais e violência contra o homem. O trabalho foi apresentado durante a 9ª Conferência Internacional sobre as Interações Homem Animal, em setembro, no Rio de Janeiro, e deve ser publicado até o final do ano.
  

Quem Maltrata Animais Maltratara os Homens

Barnard (2000) refere haver várias razões psicológicas para a perpetuação do abuso: falha da inibição (crianças que não conseguem controlar seus impulsos agressivos contra animais, freqüentemente crescem e tornam-se adultos que têm dificuldade em inibir esses impulsos contra pessoas; tipicamente, ou seus pais falharam ao tentar controlar o comportamento agressivo ou realmente foram incentivados nesse comportamento com recompensas. Agressividade não é usualmente devido ao sadismo, pois pode-se ter um impulso agressivo, o problema é a deficiência em interromper a progressão da ação desse impulso.

O autor refere aqui participantes de rinhas de galo e de brigas de cães, e a maioria dos pesquisadores que utilizam animais, pois seus valores foram desenvolvidos em uma cultura cuja ciência não reconhece o sofrimento, e nutrem defesas contra o reconhecimento do sofrimento de seres sencientes não-humanos. O autor postula que, se fosse apenas sadismo, uma grande mudança de personalidade deveria ocorrer para que reconhecessem a crueldade de seus atos, mas aprendendo sobre as conseqüências de suas ações muitos foram levados à diminuição dos seus impulsos agressivos); racionalização (o autor cita que há uma forte tendência em defender o que é habitual, e racionalizar permite encontrar razões para explicar as ações. Nessa instância, dissecações são racionalizadas como uma simples e permitida experiência escolar. A racionalização piora quando há fatores econômicos envolvidos); animais como lembranças da fase infantil (crianças naturalmente reconhecem os fatores comuns entre diferentes espécies, sentem um vínculo com animais, e incorporam esse vínculo as suas brincadeiras e histórias.

Quando crescem, as crianças tendem a deixar as relíquias da infância para trás. Portanto, associações com animais podem trazer desconforto principalmente aos homens, pois se preocupar e cuidar do sofrimento de animais pode trazer de volta a infância que ele está tentando esquecer. Algumas pessoas usam perversamente a imagem de animais ou as envolvem em suas atividades cruéis como parte de sua luta no reconhecimento da fase adulta - como significado de masculinidade.

O autor reconhece que, felizmente, as pessoas aprendem sobre as complexidades dos não-humanos e seus papéis no desenvolvimento no mesmo plano que o delas, e uma apreciação das outras formas de vida rapidamente torna-se uma marca de sofisticação e não de infantilidade); dominação e estratégias entrelaçadas (machos humanos também são preocupados com a exibição de força que indique sua adequação genética. O jogo da dominação é importante na caça e especialmente em rodeios, onde virtualmente cada uma das modalidades envolve arremessar animais ao chão, amarrando-os, e imobilizando-os. Essas exibições de dominância são intencionais, talvez inconscientemente, para impressionarem as fêmeas e competir com os outros machos); protelando a autoridade (muitas pessoas assumem que doutores e cientistas possuem conhecimento, e julgamento moral, superiores à média humana); fantasias sobre animais (as pessoas projetam seus impulsos agressivos sobre os animais.

Felinos são geralmente vistos como furtivos ou indiferentes, provavelmente por causa de seus músculos faciais que não permitem tantas expressões como cães e primatas. O autor sugere não ser um sentimento óbvio, e para as pessoas para quem hostilidade é o maior problema tendem a imaginar esse sentimento refletido nos gatos, ou a projetarem seus impulsos agressivos sobre eles. Pessoas que torturam animais vitimizam gatos muito mais freqüentemente do que cães. E porque há uma associação entre felinos e mulheres, homens que são violentos contra mulheres geralmente abusam de gatos também.

Fantasias negativas sobre animais tendem a exagerar características relevantes e a conduzir ações contra eles);  pensando em apenas duas categorias (crianças tendem a categorizar o mundo em termos de extremos como bom vs. mau; nós vs. eles; claro vs. escuro; preto vs. branco. Uma maior maturidade é necessária para perceber as tonalidades de cinza. Pensamentos nós vs. eles podem ter continuidade na fase adulta - o que pode ser explorado por políticos e diretores de cinema. Diferenças entre homens e animais podem parecer oprimir similaridades e confina-os em uma categoria distinta da humana. Esse tipo de pensamento leva ao preconceito, mesmo que moralmente relevante, como base de decisões éticas).

Na infância ocorre um desenvolvimento da capacidade de agir sobre um impulso antes do desenvolvimento da capacidade de inibir ou modular essa ação. Nós renunciamos ao canibalismo, humanos escravos foram libertados, e depois de tudo pelo qual a humanidade passou e depois de tudo o que realizou, espancar a esposa e maltratar animais é inaceitável. A humanidade, como animais, está apenas emergindo da fase de balbuciar e destruir, e um dia olhará para trás com embaraço e vergonha do sofrimento que causou por tão longo tempo (BARNARD, 2000).Com a negligência no que se refere à sensibilidade dos animais anda-se meio caminho até a indiferença a quanto se faça a seres humanos (Ementário 1902 do STF - 03/06/97) (FALABICHO, 2001)


Existe uma relação entre crueldade com seres humanos e com animais?

Muitos assassinos em série começaram matando animais. Pesquisas norte-americanas mostram que a crueldade animal pode ser sintoma de uma mente doentia.

Em 1998, Russell Weston entrou no Capitólio, puxou uma arma e começou a atirar ao redor. Quando terminou, dois policias estavam mortos e um visitante ferido. Poucas horas antes, Weston já havia atirado numa dúzia de gatos de rua alimentados por seu pai.

Ally Walker, estrela da televisão norte-americana, tem certeza de que os dois acontecimentos estão relacionados e que Russel não é um caso isolado. Em um documentário na TV, ela procura esclarecer que a violência contra animais muitas vezes antecede a violência contra pessoas. "Segundo dados do FBI, 80% dos assassinos começaram torturando animais", afirma Ally.


Relacionamos abaixo o nome dos criminosos, os crimes que cometeram e a crueldade anterior aos animais:
   
Albert de Salvo (O Estrangulador de Boston):
Assassinou 13 mulheres.
Na juventude prendia cães e gatos em jaulas para depois atirar flechas neles.  

Brenda Spencer
Uma colegial que matou duas crianças nos EUA.
Costumava se divertir ateando fogo na cauda de cães e gatos e ninguém deu muita importância a isto.

David R. Davis
Assassinou a esposa para receber o seguro.
Matou dois poneys, jogava garrafas em gatinhos, caçava com métodos ilegais.
  
Edward Kemperer
Matou os avós, a mãe e sete mulheres.
Cortou dois gatos em pedacinhos.

Henry L. Lucas
Matou a mãe, a companheira e um grande número de pessoas.
Matava animais e fazia sexo com os cadáveres.

Jack Bassenti
Estuprou e matou três mulheres.
Quando sua cadela deu cria enterrou os filhotes vivos.

Jeffrey Dahmer
Matou dezessete homens.
Empalava sapos quando crianças e matava animais deliberadamente com seu carro.

Johnny Rieken
Assassino de Christina Nytsch e Ulrike Everts.
Matava cães, gatos e outros animais quando tinha 11 ou 12 anos.

Luke Woodham
Aos 16 anos esfaqueou a mãe e matou a tiros duas adolescentes.
Incendiou seu próprio cachorro despejando um líquido inflamável na garganta e pondo fogo por fora e por dentro ao mesmo tempo. "No sábado da semana passada, cometi meu primeiro assassinato. A vítima foi minha querida cachorra Sparkle. Nunca vou esquecer o uivo que ela deu. Pereceu algo quase humano. Então nós rimos e batemos mais nela". Esta frase foi extraída do diário de Luke Woodham.

Michael Cartier
Matou Kristen Lardner com três tiros na cabeça.
Aos quatro anos de idade puxou as pernas de um coelho até saírem da articulação e jogou um gatinho através de uma janela fechada.

Peter Kurten (O Monstro de Düsseldorf)
Matou ou tentou matar mais de 50 homens, mulheres e crianças.
Torturava cães e fazia sexo com eles, enquanto os matava.

Randy Roth
Matou duas esposas e tentou matar a terceira.
Passou um esmeril elétrico em um sapo e amarrou um gato ao motor de um carro.

Richard A. Davis
Assassinou uma criança de doze anos.
Incendiava gatos.

Richard Speck
Matou oito mulheres.
Jogava pássaros dentro do elevador.

Richard W. Leonard
Matava com arco e flecha ou degolando.
Quando criança a avó o forçava a matar e mutilar gatos com sua cria.

Rolf Diesterweg:
O assassino de Kim Kerkowe e Sylke Meyer.
Na juventude matava lebres, gatos e outros animais.

Theodore R. Bundy:
Matou 33 mulheres.
Presenciava o avô sendo cruel com os animais.

Entretanto, mais assustadores ainda são os recentes tiroteios em diversos colégios dos Estados Unidos. Todos eles têm algo em comum: os adolescentes criminosos já se haviam destacado anteriormente por atos de violência contra animais. Encarregados da Proteção aos Animais estão cientes desta tendência. Em São Francisco os funcionários já são orientados para reconhecerem o abuso infantil baseado na sua relação com o abuso animal. Segundo dados da Comissão de Combate ao Abuso Infantil, os moradores da cidade muitas vezes denunciam com maior rapidez o abuso contra animais porque são visíveis.

Segundo Ally Walker, "o abuso contra animais é um crime a ser levado a sério com conseqüências graves para todos". Em seu papel de apresentadora de TV a atriz espera ajudar a chamar a atenção da população para sinais precoces de comportamento assassino e, desta forma, salvar vidas — de animais e de pessoas.
Fontes:
PETA’s Animal Times, inverno 1998/99
The Cruelty Connection por Beverley Cuddy




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