TORO JUBILO - TORO DE VEGA - FARRA DO BOI - VAQUEJADA - CAVALGADA - GINETEADA
Ao contrário de outros animais, apenas o homem parece sentir prazer ao ferir, ao provocar dor, sofrimento ou matar.
A título de tradição, ou de "esporte", comete as maiores atrocidades em nome de um direito que certamente não tem.
O próprio fato de ter consciência da dor e sofrimento que causa não parece diminuir o seu ímpeto de crueldade, que faz questão de manter.
Matar e TORTURAR, alegando séculos de tradição, equivale a autorizar qualquer comportamento, desde que antigo o suficiente. Não é assim que a sociedade humana deveria se conduzir, já que este "argumento" poderia servir para que continuássemos a manter escravos ou para que as sociedades ocidentais se dessem ao direito "tradicional" em certas regiões, de apedrejar mulheres ou de cortar seus clitóris.
Na Espanha, Portugal, França, México e em diversos países sul-americanos uma forma particularmente odiosa de tortura foi há muito instituída como "tradição", chegando ao cúmulo de receber subsídios governamentais, com o dinheiro do contribuinte.
Entretanto, com certeza é na Espanha que esta orgia psicopática assume as proporções mais hediondas.
Em setembro, na cidade de Tordesillas, anualmente acontece uma barbárie denominado TORO DE VEGA quando uma multidão de participantes armados com lanças perseguem e matam um touro pelas ruas da cidade, em homenagem à Virgem. Este festival de horror prossegue até que o animal, já derrubado, tenha seu crânio perfurado por uma chave de fenda, sob os aplausos e intensa participação da população local. Este ano, o "espetáculo" acrescentou o feito macabro de cortar-se o rabo do animal ainda vivo. Foi também este ano que Tordesillas solicitou à Unesco que declare este apogeu do terror como "Patrimônio Imaterial Cultural" da humanidade.
Em meados de novembro, na região de Medinacelli, provavelmente se repetirá outro apogeu do TERROR da tauromarquia na Espanha: algo que os locais denominam de TORO JUBILO, ou TORO DE FOGO. Esta "festividade", mantida à título de tradição, consiste em intencionalmente atear fogo aos chifres de um touro, que são embebidos em material inflamável. Pouco a pouco, o animal é consumido pelo fogo, padecendo de dores excruciantes e da cegueira provocada pelas chamas, que o faz se chocar contra as paredes das casas, nas ruas da cidade. Depois de longa e dolorosa agonia, é finalmente esquartejado entre os participantes deste "folguedo". Como foi um dia dito, com muita precisão, se comparado às touradas, o Toro Jubilo as faz parecer "brincadeira de crianças inocentes", tal o grau da monstruosidade envolvida na tortura imposta a um animal.
Apesar dos insistentes apelos internos e da comunidade internacional, a Espanha não parece disposta a rever os seus "hábitos", o que faz com que hoje seja alvo prioritário de boicote ao seu turismo por ativistas internacionais.
Aqui no Brasil, temos as variações nacionais deste mesmo "esporte" macabro: os rodeios, as vaquejadas e a Farra do Boi.
A FARRA DO BOI, apesar de declarada ilegal no sul do país, continua a acontecer sobretudo A FARRA DO BOI parece ter sido trazida ao Brasil por açorianos há 200 anos. Nesta "festividade" o boi faz o papel de Judas (para muitos representa a personificação de Satanás) e, segundo seus adeptos, é através da tortura do pobre animal inocente que as pessoas se livrariam de seus "pecados".
Após muito debate e pressão por parte da sociedade organizada através de entidades de proteção e defesa dos animais, o Supremo Tribunal Federal, em 3 de Junho de 1997, através do Recurso Extraordinário número 153.531-8/SC; RT 753/101, proibiu a prática em território catarinense por força de acórdão, na Ação Civil Pública de nº 023.89.030082-0.Segundo interpretação do STF, a Farra do Boi é intrinsecamente cruel, e portanto crime, punível com até um ano de prisão, para quem pratica, colabora, ou no caso das autoridades, omite-se em impedi-la. É difícil compreender como a polícia estadual não consegue impedir a realização de tamanho ultraje, já declarado ilegal, quando este tipo de abominação acontece abertamente nas ruas
.Entretanto, apesar das evidências incontestáveis da crueldade envolvida, os rodeios e as vaquejadas continuam a existir no Brasil.
As VAQUEJADAS, por exemplo, ainda são consideradas uma "atividade recreativa-competitiva" ou como um "esporte" altamente difundido no Nordeste do país, durante o qual dois vaqueiros a cavalo perseguem um boi (usando pra isso de diversos recursos) até emparelhá-lo entre os cavalos e conduzi-lo ao local onde o animal "deve ser derrubado".
As cenas falam da crueldade por si.O mesmo vale para os RODEIOS, que vitimizam bois, bezerros e cavalos, a título de "diversão popular". Este ano mesmo, durante o famigerado Rodeio de Barretos um bezerro foi assassinado por um peão durante a chamada prova do laço, depois de ter tido a sua coluna vertebral partida. Igualmente cruéis e potencialmente letais são as GINETEADAS no sul do país (onde as vítimas são os cavalos) e as chamadas CAVALGADAS, quando muitos animais morrem de exaustão durante o processo.
A sociedade internacional e a sociedade brasileira precisam se mobilizar. Aqui no Brasil vale a pena lembrar que o artigo 225, parágrafo 1, inciso VII da nossa Constituição expressamente veta e qualifica como crime a crueldade cometida contra os animais.Entretanto, os fortes interesses econômicos envolvidos na exploração animal parecem ter prevalecido até aqui sobre a Lei Maior que deveria presidir os comportamentos mantidos e tidos como legais e aceitáveis no país.
http://www.weeacbrasil.blogspot.com/
Há 2 petições internacionais para os quais estamos
pedindo ENCARECIDAMENTE a assinatura de todos e a
sua ajuda na divulgação:
http://www.change.org/peti tions/live-bull-to-be-set- on-fire-spain-action-neede d
http://www.thepetitionsite .com/1/firebull---stop-the -burning-of-live-bulls/
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